Gastão Villeroy

Primeira história:                                                                                                                                                            

Eu me chamo Gastão Villeroy e sou baixista, compositor e cantor. Sou da fronteira do Rio Grande do Sul, com o Uruguay. Nasci numa charmosa cidade, chamada São Gabriel, que fica a 50 minutos de Rivera, UY.

Comecei minha carreira musical em Porto Alegre, para onde mudei, quando estava com 9 anos de idade.

Cresci ouvindo as músicas que meu pai, Gil Villeroy, pianista amador e assíduo compositor, tocava ao piano e violão, ou colocava na vitrola. Ouvíamos de Tom Jobim a Bach, de Frank Sinatra a Beatles.  

Com 14 anos, entrei em contato com a música de Milton Nascimento. Foi quando percebi que gostaria de me dedicar mais a essa arte. Tomei  gosto pelo o jazz e resolvi tocar violão. Comecei então a ouvir Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal e, posteriormente, Coltrane e Miles Davis.

Aos 17 anos fui baterista da banda de rock progressivo "A Mursa", com meus dois irmãos e mais dois amigos.

Aos 20 anos, quando faltou baixista, em uma banda, que meu irmão Antonio formava, com meu primo, o hoje renomado pianista Fernando Corona, este sugeriu imediatamente que eu assumisse o posto, ao que os outros integrantes argumentaram que eu não tocava baixo. Corona então contra-argumentou "pode chamar, que ele toca qualquer instrumento". Assim me apaixonei pelo contrabaixo e descobri o instrumento ao qual gostaria de me dedicar.

Aos 21 anos, já tocando baixo, enviei uma fita cassete, para o Milton Nascimento, pois ouvira falar que ele estava trocando a banda e necessitaria de baixista. Anos após, já tocando com Milton, mencionei a tal fita. Ele riu e disse nunca ter recebido, mas estava feliz em me ter na banda naquele momento.

Em Porto Alegre, estudei com Everson Vargas e Ary Piassarolo e tive a oportunidade de tocar com alguns dos principais artistas gaúchos, dentre os quais meu irmão Antonio Villeroy, com quem tenho uma parceria até os dias de hoje, em discos, dvd e canções.

 Rio de Janeiro:                                                                                                                                          

Com 27 anos mudei para o Rio de Janeiro. No Rio aprofundei meus estudos. Estudei baixo elétrico, com Jorge Helder e Iuri Popov, baixo acústico com Dener Campolina e Harmonia, com o mestre húngaro Ian Guest.

Desde então, tive a oportunidade de tocar com diversos artistas, do samba ao rock, do forró ao erudito, do brega ao jazz. Foi a escola que a vida me proporcionou, com muito orgulho.

Gravei com Dione Warwick, Tim Reies ( saxofonista dos Rolling Stones ), com o cantor colombiano Stéfano. Toquei com as cantoras portuguesas Carminho e Marisa, com o Argentino Fito Paes, o uruguayo Rubem Rada e o congolês Lokua Kanza.

Na MPB e no jazz, tive a oportunidade de dividir o palco com Adriana Calcanhoto, Gal Costa, Caetano Veloso, João Bosco, Lenine, Lô Borges, Toninho Horta, Beto Guedes, Tim Maia, Sandy, Carlinhos Brown, Maria Rita, João Donato, Ana Carolina, Baby do Brasil, Moraes Moreira, Sargenteli, Luis Airão, Banda Zero, Nando Reis, Alceu Valença, Dominguinhos, João Carlos Martins, Kátia, Sidney Magal, Wayne Shorter, Ron Carter e muitos outros.

Em 2001, comecei a tocar com Milton Nascimento, com quem gravei 3 álbuns e 2 dvds e com quem trabalho até os dias de hoje.

Foi Milton que me viu cantando, testando seu microfone, em uma passagem de som, na Itália, na primeira tour que fizemos à Europa. Bituca disse que eu cantaria Morro Velho com ele naquela mesma noite. Anos depois, o mesmo Milton me convidou a dividir, com ele, uma faixa em um disco que saiu somente na Inglaterra, para a revista seleções. Estava dado o start na minha carreira de cantor, algo inusitado para mim, até então.

Em 2009 comecei a tocar com a cantora Maria Gadu, com quem gravei 1 disco e 1 dvd. Viajamos pelo Brasil inteiro, Europa, EUA e África, durante 6 anos.

Gadu sempre me deu espaço para que cantasse nos shows, invariavelmente dividindo os vocais com ela, ora em sua composição "Laranja", ora em "Maria Solidária" de Milton e Fernando Brant.

Gadu e Bituca são alguns dos responsáveis pela minha decisão de gravar um disco com minhas músicas, além de minha família, especialmente à Kika Werner, que esteve ao meu lado quando compus a maioria das canções e sempre apoiou esse projeto.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

O disco:

Nesse trabalho, conto com a colaboração de alguns dos melhores músicos brasileiros e estranjeiros, que conheço e já vi tocar, tais como Matias Zibecchi, Lincoln Cheib, Rafael Barata, Erivelton Silva, Cesinha, Camilo Mariano e João Viana, tocando bateria, Kiko Continentino e David Feldman, tocando piano e órgão, Leonardo Amuedo, Paulinho Fagundes, Luiz Brasil e Ricardo Silveira, tocando violão e guitarra, Jorge Continentino, Widor Santiago, Eduardo Neves e Nivaldo Ornelas tocando sax e flauta, Roberto Marques, tocando trombone, Gabriel Grossi, tocando harmônica, Federico Pippi tocando cello e Bebê Kramer tocando acordeon, além de Kassim, me substituindo no baixo, em uma canção.

Tem arranjos de cordas de Mônico Aguilera e sopros de Luiz Brasil e Eduardo Neves.

 

Os parceiros.

Tive a honra de contar com letras de Márcio Borges ( um dos principais letristas do Clube da Esquina e parceiro constante de Milton Nascimento), Vitor Ramil e Nelson Coelho de Castro ( renomadíssimos compositores gaúchos ), César Miranda ( poeta do sul do Pará ), Pierre Aderne ( compositor carioca, também parceiro de Seu Jorge), Letícia Perna ( compositora gaúcha da nova geração), Chico Amaral ( saxofonista, compositor de alguns dos maiores sucessos da banda mineira Skank ) e Jesse Haris ( autor de diversos sucessos da cantora norte americana Nora Jones ).  Além do poema Ismália, do poeta pré-modernista Alphonsus Guimaraens, musicado por mim, a pedido de Milton Nascimento e do bisneto do poeta, Lucas Guimaraens.

 

Participações

 

Nesse disco conto com as participações especiais de Milton Nascimento, Maria Gadu, Gabriel Moura, Lenine e seu Jorge.