Federico Puppi - O Canto da Madeira

FEDERICO PUPPI – O CANTO DA MADEIRA

 

Quem sou eu?

 

Sou Federico Puppi, violoncelista e compositor italiano. Cheguei no Brasil há quase três anos.

Comecei a tocar violoncelo aos 4 anos de idade (sim, existem violoncelos pequenininhos para crianças) e nunca mais parei. Posso dizer que tive a gigantesca fortuna de já saber o que eu queria fazer na vida, ainda criança. Exceto um breve período no qual eu queria ser vulcanólogo e viajar o mundo para estudar erupções vulcânicas, eu sempre quis tocar e fazer música.

 

Meu percurso musical

 

Tive um percurso meio torto no mundo musical: comecei tocando música erudita - como Bach, Mozart, Beethoven - para depois, na adolescência, ser capturado pela sonoridade do punk-rock. Assim eu estudava música erudita no conservatório e secretamente tentava inserir esse instrumento antigo num mundo feito de guitarras elétricas, baixos com palhetas, amplificadores e baterias. Me diverti muito! Comecei a tocar com a minha primeira banda; tínhamos muitas músicas próprias, cada uma mais absurda que a outra.

 

Com 17 anos, ouvi pela primeira vez John Coltrane e Keith Jarret e me apaixonei pelo jazz: madrugadas de improvisações bravas, milhões de notas estranhas, acordes impossíveis, free jazz, Jaco Pastorius, pizzas na sala de ensaios, cervejas quentes italianas, vinhos e muita muita muita música! Comecei até a tocar em duo violoncelo-contrabaixo, experimentando todo tipo de som que surgisse na minha cabeça. Aprendi muitas coisas sobre amplificação e efeitos aplicados ao violoncelo. Me senti um pirata elétrico que brincava com a Madeira.  Continuei meus estúdos clássicos, mas fiz uma pausa e fui a Barcelona estudar jazz e world music - experiência profunda e muito importante: aprendi que existem escolas de música moderna e professores incríveis, mas que o jazz pode ser tão careta quanto a música erudita... Voltei à Itália, concluí o conservatório, toquei com muitas orquestras, sinfonias, óperas, concertos etc.. . Mas isso ainda não me satisfazia. Chamei meus amigos músicos e, com muito orgulho, falei que queria formar uma banda e convenci todo mundo. Foi fantástico! As minhas músicas saíram da cabeça e da imaginação e se transformaram em músicas de verdade! E o público batia palmas; e a gente tocava em qualquer lugar possível. Qualquer.

 

Brasil!

 

Depois dessas experiências todas, chegou o Brasil. Peguei o violoncelo, o amplificador e uma mala com quatro camisetas, passagem na mão e me mudei para o Rio de Janeiro. Depois de um tempinho pra aprender o português, comecei a sair com esse case gigante nas costas pra ver shows, ouvir música, encontrar músicos e, quem sabe, tocar algumas coisas por aí. Não foi muito fácil no começo. Foi difícil saber pra onde ir com esse instrumento estranho. Mas, por muita sorte, encontrei pessoas incríveis. A primeira foi a Mari Blue: nos encontramos em uma roda de samba e decidimos fazer um duo violoncelo-voz. Fizemos arranjos de várias canções brasileiras e saímos tocando em todo e qualquer lugar. Qualquer. Tocando com ela num sarau, conheci outra pessoa incrível: do nada uma menina de óculos redondinhos apareceu do meu lado me xingando em italiano. Xinguei de volta e nos apresentamos: - Prazer. Maria. – Prazer. Federico. E comecei a tocar com ela e a sua banda formada por músicos maravilhosos por todo os cantos do Brasil e pela Europa. Fui tocar com ela até na Itália, mama mia! Aprendi mais sobre música em um ano de tournée com Maria Gadú do que em dez anos de conservatório.  

 

O disco!

 

E voilà! Mais o menos rapidamente chegamos a hoje. Decidi retomar na mão as minhas composições da Itália e as novas, para gravá-las junto com meus amigos, aqui no Brasil. Conheci tantos músicos incríveis que mudaram minha visão sobre a música, que preciso gravar tudo isso num CD. Por alguma razão, nunca fiz um disco completo com minhas criações. Gravei alguns EPs, mas nunca um disco do começo ao final. E agora chegou o  momento certo. Esse trabalho se chamará O Canto da Madeira e será um disco de canções instrumentais. A partir dessa concepção, nasceu o título; sendo o violoncelo a voz da Madeira que canta as suas músicas.

 

Acredito profundamente no poder evocativo dos instrumentos, na capacidade da música de criar imagens, paisagens, histórias, mesmo sem ter palavras. A música é uma linguagem; as canções, um parágrafo de um livro. Acredito que esse disco refletirá a minha alma italiana nos ritmos e nas cores do Brasil, misturando o que eu era com o que eu sou.

Vou levar comigo muitos amigos músicos nessa aventura, mas não vou contar tudo logo pra vocês porque é bom deixar algo pra contar depois.

 

 

 

COMO SERÁ UTILIZADO O DINHEIRO ARRECADADO NA CAMPANHA?

 

O dinheiro arrecadado nessa campanha será utilizado para as gravações, a mixagem, a masterização, a arte gráfica e a impressão da primeira tiragem de 1000 cópias do disco. Uma parcela (em torno de 10% ou 15%) será usada para custear as despesas relativas às retribuições aos colaboradores, incluindo  criação,  materiais e correios. Além disso, uma parcela de 10% será destinada ao site, pelo trabalho realizado. O disco será feito com aproximadamente 75% do total recebido. Caso o arrecadado ultrapasse o nosso objetivo de vinte e dois mil reais  (seria incrível!), o montante excedente será utilizado para ampliar o projeto com outros elementos, como por exemplo a realização de um vídeo-clip e serviços de promoção.

 

CURIOSIDADE - Como é feito um disco?

 

Para quem não sabe quais são as etapas para fazer um disco, vou explicar aqui de forma rápida.

 

Fase 1: compor as músicas o escolher o repertório. E sim, a primeira etapa não custa nada em dinheiro, mas pode durar anos e anos e anos....

 

Fase 2: vamos gravar! Nós nos fechamos no estúdio pra tocar mil vezes as músicas, em busca do melhor take. Sem esquecer o tempo necessário pra escolher microfones, amplificadores e instrumentos.

 

Fase 3: mixagem. Uma vez tudo gravado, temos que editar o material e temperar com várias especiarias. Esse é o momento pra equalizar, ajustar os timbres, “colorir” o som, experimentar com todas aquelas coisas de estúdio cheias de botões e pisca-pisca.

 

Fase 4: masterização. Essa é difícil de explicar. Vamos dizer que temos as músicas mixadas, lindas e bonitas, agora temos que jogar tudo isso dentro de um CD. Acontece que o CD, assim como qualquer outro formato musical, tem suas próprias características. E pra fazer uma música tocar bem dentro dessa mídia, temos que adaptá-la a esse formato. Na masterização acontecem todas aquelas coisas bem técnicas pra fazer seu disco tocar bem em qualquer aparelho de som.

 

Fase 5: arte gráfica. Criar a capa e o encarte do CD, o conceito gráfico do trabalho, as fotos, os vídeos e todos os aspectos visuais do disco.

 

Fase 6: prensar. Não tem muito o que dizer: entregar o material para a fábrica, fazer o pedido e esperar o correio chegar com o disco!!! (momento de ansiedade profunda!)

 

 

LINKS DOS PARCEIROS DESSA CAMPANHA. OBRIGADO!!!

 

leandrabenjamin.com

canteirodealfaces.com.br

casaborboletableu.wix.com/borboletableu