Expedição Rio Doce Vivo

                   

                         

 

A tragédia de Mariana é a maior catástrofe socioambiental já ocorrida no Brasil. Desastres desta magnitude requerem soluções sistêmicas e de longo prazo. Em situações assim, a permacultura (ciência do design ecológico) tem a compartilhar diversas técnicas de auxílio às pessoas e de incentivo ao empoderamento das comunidades.

 

De 13 a 20 de dezembro, uma equipe interdisciplinar irá para as margens do Rio Doce com os objetivos de:

·       Contribuir com o trabalho de regeneração social e ambiental;

·       Dar suporte aos movimentos locais e fomentar a construção participativa de soluções;

·       Registrar a situação dos locais atingidos e os trabalhos que estão sendo realizados;

·       Recolher subsídios para o planejamento de futuras ações colaborativas.

 

Objetivos específicos:

·        Capacitar 4 comunidades diferentes na captação, armazenamento e tratamento de  água da chuva com tecnologia de minicisterna;

·         Instalação e doação de 3 minicisternas;

·         Distribuição de material didático dos “Permacultores Urbanos” e “Aliança pela Água” para comunidades capacitadas:

http://permacultoresurbanos.com/wp-content/uploads/2015/12/guia-resumido-minicisterna.pdf

http://aguasp.com.br/app/uploads/2015/04/manual%20de%20sobrevivencia%20para%20a%20crise.pdf

·           Disponibilização de acesso à curso online para continuidade da capacitação:

http://minicursos.acessasp.sp.gov.br/cursos/captar_agua/

O grupo também estará preparado para oferecer oficinas de sanitários compostáveis, técnicas construtivas com recursos locais, facilitação de processos de criação coletiva, construção de hortas, ações emergenciais, entre outras. Concomitante com as ações emergenciais e permaculturais, o grupo irá realizar a documentação audiovisual dos impactos nos ecossistemas e comunidades afetadas, num momento onde as informações sobre os acontecimentos são díspares e escassas.

O dinheiro arrecadado servirá para os gastos de viagem, compra de material e ajuda de custo para os participantes. Veja orçamento detalhado aqui:

 

 

 

 

 

 

 

Cronograma previsto da Expedição (sujeito a alterações):

Conheça os participantes da expedição

 

Felipe Pinheiro é engenheiro civil, permacultor e educador. Atua com Permacultura aplicada há mais de dez anos, com experiências diversas com comunidades tradicionais indígenas, quilombolas e insulares, com temas ligados ao manejo ecológico de água, habitações sustentáveis e planejamento participativo. Idealizou o Vivências da Terra e a Ecosapiens, onde aplica a Permacultura de forma educativa e técnica.


Floriana Breyer é artista plástica, documentarista e educadora. Faz parte de alguns coletivos de Arte Urbana criando intervenções públicas participativas. É co-fundadora do coletivo EIA, Experiência imersiva Ambiental e do grupo Os Sustentáveis. É colaboradora do Grupo Imargem. Atua também no desenvolvimento de projetos socioambientais culturais utilizando ferramentas de co-criação e planejamento participativo. Atualmente integra a equipe técnica do Projeto Recuperação Da Serra de Santa Cruz, no qual coordena a Meta de Valorização do Patrimônio Paisagístico. Biológico e Cultural da Serra de Santa Cruz, no qual está realizando um documentário. É autora do livro interativo “Manual do Guerrilheiro Verde Mirim” que traz numa ficção a permacultura e desafios da atualidade.
 

João Paulo Maia Thomé é engenheiro ambiental formado na Escola Politécnica (USP), trabalha como consultor em sustentabilidade e planejamento estratégico. Possui experiência em diversas áreas socioambientais, entre elas: diagnóstico de políticas públicas ambientais que utilizam instrumentos econômicos para promover a sustentabilidade, reassentamento involuntário de populações humanas em obras de infraestrutura, empoderamento de comunidade tradicional quilombola, educação voluntária em cursinho popular, cisternas verticais e planejamento integrado de recursos energéticos.”
 

Lucas Ciola é Educador Ambiental com 10 anos de experiência com implantação de hortas comunitárias, hortas escolares e educação popular. Desenvolve permacultura de baixo custo em comunidades de vulnerabilidade social tendo seu foco maior na produção de alimentos e tratamento de águas servidas para reuso na irrigação. Também é linguista especializado em línguas indígenas tendo sua pesquisa voltada para a construção participativa de materiais didáticos com comunidades tradicionais. 
 

Luiz Eduardo Moreira é gestor ambiental, terapeuta corporal e permacultor. Experiência na construção de cisternas de ferrocimento em parceria com o IPEC, e na construção de biodigestores em parceria com o OIA e VivaRio/Haiti.


Marilia Vasconcellos é formada em Fotografia pela Faculdade Senac, atuando profissionalmente desde 2002. Ganhou cinco prêmios pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, participou de exposições internacionais itinerantes pela América do Sul e Europa: Viena, Grécia, Portugal, Espanha, França e Itália. Une livremente a fotografia às artes plásticas, mixando imagens digitais, escultura, vídeo, som e performance no seu desenvolvimento artístico e trabalho autoral.


Vinicius Pereira é educador, músico e permacultor. Lecionou música em escolas públicas e particulares, na FEBEM, Fundação Casa, ONGs e praças públicas. Atualmente integra o coletivo Permacultores Urbanos e é responsável pelo projeto Escola de Cisterna que forma multiplicadores na captação de água da chuva.

 

Além dos tripulantes dessa expedição, essa ação contará com pessoas que ficarão na base dando suporte, mantendo contato e fazendo pontes/parcerias, organizando as informações, divulgando e compartilhando, dentre outros. Uma integração virtual irá rolar para viabilizar o que foi planejado:

 

Claudia Visoni é jornalista, agricultora urbana e conselheira do Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz da Subprefeitura de Pinheiros. Trabalha ainda como voluntária nas hortas comunitárias das Corujas (Vila Madalena) e do Ciclista (Avenida Paulista).

 

Guillherme Castagna é sócio-fundador da Fluxus Design Ecológico, onde integra sua formação em engenharia civil aos princípios de design ecológico no desenvolvimento de projetos de sistemas inovadores de manejo de água. Membro do corpo técnico do OIA (O Instituto Ambiental), instituição brasileira pioneira na aplicação do conceito de reciclagem de nutrientes ao tratamento produtivo de efluentes líquidos, conselheiro e fundador da ONG Humanaterra, palestrante no TEDxJardins City 2.0 - Cidades Sustentáveis, participante do Movimento Cisterna Já desde sua criação, facilitador de cursos para técnicos e leigos, e de oficinas práticas em espaços públicos para empoderamento das pessoas no cuidado com a Água.

 

Peter Webb  formou-se na Austrália em Horticultural Science; estudou Permacultura com o seu mentor Bill Mollison; e foi responsável pelo Banco de Sementes do Jardim Botânico de Melbourne por três anos. Em 1980, mudou-se para Inglaterra onde deu início ao trabalho de Cirurgia em Árvores e formou-se em Agricultura Biodinâmica, na Emerson College, em Londres. Desde 1984, passou a morar no Brasil. Por catorze anos, viveu de modo autosustentável em Matutu, no Sul de Minas Gerais. Em 1998, mudou-se para São Paulo, onde, desde então, tem administrado cursos e desenvolvido projetos de Agroflorestas, Agricultura autosustentável, Consultoria ambiental, Paisagismo, Cirurgia em árvores e Reflorestamento. Desde 2002, ao unir a Permacultura à Psicologia do Budismo Tibetano em parceria com Bel Cesar, desenvolve atividades de Ecopsicologia no Sítio Vida de Clara Luz, em Itapevi, São Paulo.

 

Lara Freitas é Arquiteta urbanista e permacultora, trabalha em projetos urbanos e sociaiambientais em assentamentos irregulares e áreas de risco na gestão integrada das soluções e especialidades multidisciplinares envolvidas. Mestranda em Gestão Urbana da PUCPR, Especialista em Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística e Ecoturismo. Organizadora e Educadora do curso Educação Gaia de 2006 a 2010 em São Paulo-UMAPAZ. Co-fundadora do Programa Permanente Ecobairro desde 2004, projeto que nasceu da idéia de levar para o ambiente urbano os princípios praticados nas ecovilas colaborando na transição de bairros e cidades. Co-editora do Guia Sementes para um bairro sustentável e pacífico.

 

Xaba (Juliherme Piffer) é natural de Colatina - ES, treinador Dragon Dreaming, sendo formado diretamente por John Croft, facilitador de grupos e projetos colaborativos e Mestre em Física. Participou dos programas Gaia Education, Germinar, WYSE International Leadership e Guerreiros Sem Armas (Jogos OASIS). Foi formado em Sociocracia por Gina Price e Diana Leaf Christian e em Comunicação Não-Violenta por Dominic Barter e Sven Fröhlich Archangelo. Membro do HUB e da Rede Brasileira das Cidades em Transição e da Rede Dragon Dreaming Internacional, tem atuado em redes e em movimentos como técnico e articulador nas áreas de ciência, tecnologia, comunicação, permacultura e cultura de paz, e como consultor em governos, empresas e ONGs. Seus últimos trabalhos mais relevantes foram a realização de cursos Dragon Dreaming pelo Ministério da Cultura (MinC) do Governo Federal do Brasil e a facilitação do planejamento plurianual da Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Brasil) utilizando o Dragon Dreaming e outras tecnologias sociais

 

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